Anúncios que incomodam ao invés de cativar seus clientes podem agir contra seu produto.

Eu não sei você, mas ando meio cansada com alguns tipos de anúncios que a gente enfrenta na internet. E olha que trabalho com marketing estratégico e anunciar em mídias digitais faz parte do meu “job”.
Só que anúncios flutuantes, ou aqueles que te obrigam a tomar uma ação antes de encontrar a informação que você tanto deseja já estavam me dando nos nervos e comecei a questionar a eficácia desse tipo de ação: “Seja fã”, “cadastre-se aqui”, “registre”, “tweet”, “curta”, e SÓ ENTÃO veja a informação que você tanto quer.
Pare agora e se lembre de todas as sensações que você teve quando viu uma mensagem que te interessava muito, mas muito mesmo, clicou no link que te direcionava a ela e então foi barrado por um desses anúncios. Ou então, quando conseguiu entrar no site, mas o bendito banner não saia de cima do texto que mais te interessava? Mais ainda, quando o plugin do Facebook não saia nem com reza brava se você não curtisse a Fanpage do “amigo” anunciante.
Pois bem. Pensando que só eu me importava com isso, fui pesquisar o que a neurociência diz sobre tal forma de anunciar e se esse tipo de abordagem é realmente eficiente. Achei respostas interessantes e conto agora pra vocês.
Em uma pesquisa recente comentada por José Ruiz Pardo, em seu blog Neuromarketing Spain, foram estudadas as reações de trezentos internautas a esses tipos de anúncios. Para identificá-las os pesquisadores utilizaram eye trackers, câmeras incorporadas às telas dos dispositivos de navegação na internet e capacetes NIRS. Eye tracker é um sistema de rastreamento de olhar usado para analisar a visão, o comportamento humano e a usabilidade daquilo que está em questão. Através dele os pesquisadores conseguem identificar onde os olhos do internauta se concentram enquanto eles navegavam em determinada página, por exemplo. Você pode ver como ele funciona nesse vídeo aqui (nele o Google demonstra o local onde as pessoas mais olham quando estão em suas páginas de pesquisa). Já os NIRS são capacetes com sensores que medem o fluxo sanguíneo do cérebro enquanto a pessoa está exposta a esse tipo de experimento.
Durante o estudo, percebeu-se que os olhos da maioria das pessoas (quase noventa por cento) ao se depararem com um anúncio de página completa, percorriam a página toda em busca de alguma forma de fechar o anúncio. E, pior, sem fixar o olhar naquilo que o anúncio dizia. Muitos fechavam a página e tentavam entrar de novo duas vezes, mas ao perceberem que o anúncio se repetia a fechavam para nunca mais voltar.
Nos banners “que crescem” enquanto os internautas estão lendo um artigo, verificou-se que o que eles fazem é tentar continuar lendo sem ver o anúncio em questão. Os anúncios flutuantes provocaram resultados de observação bem parecidos. E também foram mencionadas nessa parte da pesquisa, aquelas barras de compartilhamento em redes sociais que ficam em uma das laterais da tela e flutuam sobre o conteúdo – para o internauta é apenas aborrecimento.
Essa pesquisa comprova as reações de irritação que quase todos nós temos quando nos deparamos com esse tipo de propaganda, e ainda demonstra quão pouco efetiva ela é. Em alguns casos, esse tipo de propaganda pode ser bastante prejudicial ao site que a utiliza, pois as pessoas não conseguem chegar ao conteúdo que interessa para elas e com isso se desinteressam pelo site todo.
É preciso dar atenção especial à estratégia que você irá usar para anunciar na internet. Seguir uma onda pode até parecer um bom negócio, mas será que você não está, por exemplo, alcançando bem menos leads do que alcançaria e gastando bem mais do que gastaria se buscasse uma estratégia melhor? Pense nisso.

by  on   14:35

http://www.ideiademarketing.com.br/2014/03/12/sua-forma-de-anunciar-na-internet-e-eficaz-o-neuromarketing-responde/